Tchau.
Postado em 31/08/2007 - 01:07

Agosto, lá vai você. Para o bem dos penteados e de tudo mais que passa pelas cabeças. Ufa.

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A bela menina que mora na beira do rio.
Postado em 26/08/2007 - 11:27

Ela me olha no olho
E eu no meu parapeito
Sinto uma dor no coração

Ela acena para mim
De longe nem vejo quem é
Mas dou a Deus
Uma chance de vê-la de perto
Por certo
Ele não vê, não

Ela
Favela
É lá
Na favela
Sereia suspensa sobre
A pobre
A podre
Sujeira
Do arranha-céu da boca
Que cospe sobre ela
Favela
Bela menina que mora na beira do rio

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O vento furioso que nos ensina a deitar.
Postado em 20/08/2007 - 16:25

Diferença faria se o telhado ainda estivesse sobre eles, abrigando as camas por onde os corpos permaneciam envolvidos a noite que houvesse. Com ou sem estrelas. Mas o vento passou forte, furioso, impiedoso nas suas ausências matinais. E ao chegarem, no mesmo horário em que a noite apresentava-se, viram os alicerces ampararem o absoluto nada. E do que havia sobre as camas, ficou o cheiro. A poeira suja, os lençóis perfumados. Os escombros dormindo sobre seus travesseiros.

A maior miséria humana é crer que camas precisam de tetos.

Amaram-se. E lá havia estrelas.

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A Felicidade. Com esse F assim, grandão, imponente, maiúsculo.
Postado em 10/08/2007 - 14:53

No visor do meu celular, está escrito Quinho. Atendo. Antes de ouvi-lo, digo como fico feliz quando a cena acontece, quando recebo um telefonema dele. Meu irmão. Mais velho, mais novo, há um revezamento de responsabilidades. Mentira. Ele é quase cem por cento das vezes o mais velho. Traços de sua responsabilidade, sensibilidade, dedicação.
Ele tem, ao lado, aquela pessoa encantadora. Luciana. Lu. Luquita. Mulher-espelho dele. O outro lado da moeda do amor que une dois.

Mas o que falo não importa. Importa o que ouço. Vou ser tio.

...

Havia muito tempo que não recebia uma notícia assim. Palavras que se juntam escrevendo uma outra.

Felicidade.

Da mais legítima, forte, emocionante que há. Daquelas que fazem um dia ser inesquecível. Daquelas que fazem a gente querer correr e abraçar dois que já serão três.

Amo vocês. Parabéns. Que venha o fruto. Será tão amado quanto vocês, não duvidem.


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Irritando Pedrinho Fonseca.
Postado em 09/08/2007 - 12:18

Coisa mais chata que frentista de posto de gasolina hiperativo?

– Bomba zerada, senhor. Deseja gasolina aditivada? É o mesmo preço. Aceita uma água, café?

– Não, amigo. Quero apenas a gasolina no tanque e um Free Box.

– Tem isqueiro?

Ah, vá para a puta que o pariu. Disponibilidade tem limite.

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Deu merda.
Postado em 09/08/2007 - 12:16

A fossa estourou.

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Pedrinho Fonseca, Recife, 1975. Já plantou árvore, já lançou livro. Espera um filho para agosto de 2008.


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