Cinema. Mudo.
Postado em 31/07/2007 - 10:21

Morreu Bergman. Morreu Antonioni. Cláudio Assis que se cuide.

{Frase de Ricardo Santiago, o cara que escreve e trabalha aqui na mesa da frente.}

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Perdidamente.
Postado em 30/07/2007 - 00:09

Senti o cheiro imediatamente e perdi o compasso. Já não sabia se eram
dois passos, mais um, mais dois, mais um, mais dois ou um passo, mais
um, mais três, mais um, mais outro.

Mas ainda ouvia o sussurro distante do pequeno samba.


"Fez-se mais
que um samba de amor
Viu-se mais
que a história de nós dois

Do dia em que eu me perdi de mim
Rompi comigo e fugi, parti
Saí para me desencontrar
e você, só para atrapalhar meus planos
Me achou
Perdeu-se em mim
E fim"


E dançamos.


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A coragem que a mim faz falta.
Postado em 29/07/2007 - 23:56

E no meio do absoluto vácuo de assuntos no elevador, entre um décimo-
segundo e um térreo, ouço o agudo e sonoro sinal. Alguém me chama. Boa
desculpa para sair sem dar bom dia, nem atenção, nem adeus, nem olhar
nos olhos.

Atravessei a rua e do orelhão fiquei sabendo que havia uma emergência no
hospital. Olhei novamente para a moça que havia descido comigo. Amanhã
a convido para um café na padaria.

Se não estiver chovendo.

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No guardanapo, um pedido de música.
Postado em 29/07/2007 - 23:52

Jobim, escreve aí um novo Samba do Avião. Estamos precisando ouvir.

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O comentário do comentário do comentário.
Postado em 25/07/2007 - 10:22



No post anterior, R - D - E comentou o que está na imagem acima.
Espera. Deixa eu dar um gole no meu café. Pronto. Vamos ao assunto.
Eu não fui. Não vou falar o motivo – que isso não é coisa desse blog.
Mas não fui, infelizmente. Porque queria saber exatamente como foi:
manobrista, banheiro, garçons, luz, som, pessoas, tudo. Para poder
opinar com tranqüilidade. Sem cometer injustiças.
Quanto ao elogio sobre a campanha, R - D - E, agradeço. Por dois
motivos: primeiro porque é sempre bom sentir que as pessoas vêem o
que você faz. Houve um momento profissional que nem minha mãe
comentava que tinha visto uma campanha minha. E aí pensei em ser
coveiro, limpador de vidro suspenso em arranha-céu, palhaço do Detran.
Profissões que todo mundo vê que o cara trabalha sério. Mas não: insisti
nesse negócio de criar campanha.
Como diria Guga, o Gago: "dá um trabalho danado, mas em
compensação eu ganho pouco."
O segundo motivo do meu agradecimento é de ordem estratégica: a
campanha foi concebida muito menos para agredir e muito mais para
tirar onda da cara alheia. E o objetivo principal, acredite, é apenas
vender bilhete. Fazer as pessoas irem até a Fashion e notarem o abismo
que há entre ela e aquele outro lugar apertado e povoado por crianças
que usam saltos muito altos e carros com suspensão muito baixa.
Semana passada, sentei numa mesa de bar com uma menina de 19
anos que me mandou a seguinte: "P., visse que massa a campanha da
Fashion do Desenferruje? Achei a minha cara. Só ia naquela outra boate
lá e finalmente agora tem um lugar melhor". Bingo.
Enfim e por fim. Eu preciso ir lá e entender tudo de perto.
A única coisa que eu entendi até agora é que desenferrujar é fácil. Basta
sair de dentro do latão e procurar espaços mais amplos para poder
balançar o esqueleto.

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Mais um café.
Postado em 23/07/2007 - 01:52

Que ele ajuda a digerir o que acabamos de dizer. Puro, faz favor.

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Pedrinho Fonseca, Recife, 1975. Já plantou árvore, já lançou livro. Espera um filho para agosto de 2008.


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