Tentáculos.
Postado em 26/02/2007 - 15:40
Tentarei escrever, tentarei musicar, tentarei falar. Em breve.
Ao som dos clarins.
Postado em 16/02/2007 - 17:45
Bom carnaval a todos que são de carnaval.
Quanta no cu dos outros é refresco.
Postado em 14/02/2007 - 12:44
Amanhã tem Quanta Ladeira. Denny, Balança a Rolha, Sapula e Ivete que preparem o cu.
{Cu. Palavra com som engraçado, né? Cu. Cu. Cu, cu, cu.}
Menino do Rio.
Postado em 12/02/2007 - 13:43
Muito menos poesia, crueldade em excesso. O novo retrato desse país aqui é a impunidade arrastando uma criança de seis anos. Não é possível que essa cena sirva apenas para tirar o nosso sono, não é admissível que seja apenas isso. Também não posso imaginar que só estimule alguma grande passeata.
Precisa ser mais. Precisa fazer com que nos sintamos mutilados, desrespeitados, impotentes, verdadeiramente violentados.
João Hélio morreu, mas não pode ser o único. É preciso que cada um de nós se sinta menos vivo, tenha dores, sofra. E que desse sofrimento as feridas sejam evidentes, grandes cicatrizes à mostra.
O texto padrão é que "a violência é um problema nacional, que precisa ser combatido pelos poderes federal, estadual e municipal, juntos". Chega. Não é nada disso. A violência é um problema de competência, de seriedade, de desejo de fazer algo pelo outro – e não apenas por si próprio. E a lição está aprendida: se for para esperar que os tais poderes públicos tomem atitude, vamos morrer um pouco mais a cada dia. E da maneira mais dolorosa. Com membros arrancados pouco a pouco do nosso convívio social. Com despedidas cheias de revolta. Com estocadas de palavrório de um bando de canalhas que se blindam em seus carrões e se eximem dos seus deveres.
Não sei como se começa uma mobilização, como é que se xinga educadamente quando se está revoltado, como é que podemos fingir que a vida continua quando um menino de seis anos morre daquele jeito.
O que sei é que o tempo está passando e a roleta russa continua. Somos nós segurando as armas dos bandidos. Somos nós traficando. Somos nós agindo impunemente.
Nós estamos nos matando. E o próximo pode ser você. Ou eu.
Eu me rendo.
Postado em 09/02/2007 - 18:25
Pelo sim, pelo não
Melhor levar o cavaco e o violão
Pra fazer tocar a melodia
Que um dia eu fiz em vão
Pelo sim, pelo não
É justo que isso dure mais que uma canção
Porque se te fiz esperar
Agora vem minha redenção
Tenha dó de mim
Que só sei cantar assim
Tenha piedade
Desse velho sambista
Um pobre artista
Que viveu de amor
E morreu de ilusão
Amalgamar.
Postado em 07/02/2007 - 13:36
Veja a inveja
Sinta a patada, o petardo
Tire os cabides descabidos
Escondidos nos escombros
Dos armários das armas
E revele e vele
A alma má
Coma um beijo, como um queijo
E aflore as flores
Do ventre que vem em vento
Desfaça
Faça
Peça
Mas não impeça
A fala
O falo