Férias rápidas.
Postado em 28/12/2006 - 10:44

Volto no dia 2 de janeiro. Boa virada de ano a todos.

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Meu pedido de Natal.
Postado em 24/12/2006 - 00:58

Não posso pedir por mim, não tenho esse direito.
Este ano, já ganhei o melhor presente que podia ocupar minha árvore, na sala. Meu desejo, então, vai para que o aniversariante acolha os pedidos, os sonhos, as aspirações e os desejos dela. Da minha Lua.
A todos, um Natal feliz, tranqüilo, em paz.

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Estereotipia.
Postado em 21/12/2006 - 22:46

Nas palavras, usa signos que fazem compreender-se.

{Ou, como mais nobremente falou Seu João, porteiro: "Falar é fácil".}
{Pop é ler Arnaldo Antunes ao revés.}
{Os índices deveriam vir depois, já que não indicam nada.}

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A esquina de ventos quentes.
Postado em 21/12/2006 - 17:05

Nada o incomodava mais que o absoluto silêncio dos fins de agosto. Observava os que tentavam evitar o vento encanado e quente nas esquinas, como se possível fosse chegar a uma grande avenida sem passar pelos encontros das pequenas ruas. Era o mês em que os postes acendiam mais cedo – e isso o deixava fascinado. Gostava de debruçar-se na janela com grades do terceiro andar do manicômio e brincar de adivinhar em que momento exato as lâmpadas acenderiam, causando estradalhaço entre os mosquitos, que logo se aglomeravam e davam início a um balé interessante – diversas vezes, viu mosquitos machos enormes enrabarem pequenas mosquitas, frágeis e cintilantes.
Do último agosto tinha lembranças vagas, mas suficientemente amargas para atormentar seu sono. Aquele silêncio estava prestes a invadir os corredores novamente. Estava logo ali, logo na esquina de ventos quentes. Despertou do breve sonho acordado, aquelas recordações que não precisam de olhos fechados para se projetarem na mente. Resolveu dormir e esperar a vinda do seu novo companheiro de quarto. Que esperava não ser como aquele, do último agosto. Antes de voltar-se e caminhar até a cama, olhou uma vez mais para a cidade.
Já está na hora das luzes dos postes acenderem.

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Lá, laiá, laiá.
Postado em 19/12/2006 - 16:32

Minha nova casa não tem
jardim
Da janela não se vê
o mar
Nela não há
uma rede na varanda
Não há
Terraço com cadeira a balançar
E ainda assim
quem disse que estou triste?
Escolhi morar aqui
Pra viver por toda a vida

Eu moro no seu coração
Na vila do bem querer
Não saio pro sereno
Acordo com o seu cantar
Seu sono é meu adormecer

Lá, laiá, laiá
Eu moro de frente pro amor
Eu moro no seu coração
Lá, laiá, laiá
Eu moro de frente pro amor
Eu moro no seu coração




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No invisível escuro.
Postado em 19/12/2006 - 16:20

Cada canto que toco é outro. Braços pedem dentes, pernas exigem minhas mãos, nas costas deito meu olhar. E a busca do que não se vê a olho nu, minha leitura diária, faz da pele um milímetro de superfície para um amor profundo. O visível é nada.
No invisível escuro, um espelho na frente do outro é o infinito que há entre nós dois.

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Pedrinho Fonseca, Recife, 1975. Já plantou árvore, já lançou livro. Espera um filho para agosto de 2008.


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